Capa com o texto O que é box truss e para que serve em eventos, ilustração de box truss com refletores moving head e o logotipo da Phocus

O que é box truss e para que serve em eventos

Sumário

Box truss é a treliça metálica modular, em geral de alumínio, que sustenta iluminação, painel de LED, som e cenografia em eventos, dentro da carga indicada pelo fabricante.

Entender o que é box truss ajuda a ler propostas e projetos de evento, porque o termo aparece em quase toda montagem que pendura luz, telão ou cenografia. Box truss é uma treliça metálica modular, formada por tubos ligados por diagonais, que trabalha como viga ou como torre e sustenta equipamentos acima do público. A estrutura é leve, mas não é genérica: a seção, o material, o vão entre apoios e o tipo de carga definem quanto cada trecho suporta, e esses limites estão na ficha técnica do fabricante. O texto abaixo explica as partes da treliça, as siglas comerciais como Q30, os usos em eventos, a leitura da tabela de carga e os cuidados de segurança que acompanham a montagem.

O que é box truss?

Box truss é uma treliça metálica modular de seção fechada, montada a partir de módulos de comprimento padronizado que se encaixam por conectores, usada em eventos para sustentar refletores, painel de LED, caixas de som, banners e elementos cênicos. O nome vem da forma da seção, que lembra uma caixa: quatro tubos principais nas arestas, ligados entre si por tubos menores em diagonal.

Na horizontal, a treliça trabalha como viga, vencendo o vão entre dois apoios; na vertical, trabalha como torre, levando a carga até o piso. A fabricante holandesa Prolyte, por exemplo, publica para cada modelo a seção, o diâmetro dos tubos e a tabela de carga da treliça quadrada H30V, o que mostra que cada módulo tem limite definido por cálculo, e não por aparência.

Quais são as partes de um box truss?

Ilustração das partes de um box truss com tubos principais, diagonais, conectores, canto e base

Um box truss é formado por tubos principais, diagonais, conectores e peças complementares como cantos, bases e sapatas. A falta ou o dano de qualquer uma reduz a capacidade do conjunto.

Componente Função na estrutura O que conferir
Tubos principais Recebem os esforços de flexão Amassados e trincas
Diagonais Travam os tubos principais entre si Diagonal torta ou ausente
Conectores e pinos Unem um módulo ao outro Folga e desgaste no furo
Travas Impedem que o pino escape Presença em todos os pinos
Cantos Mudam a direção da treliça Modelo compatível com a série
Bases e sapatas Apoiam torres no piso Nivelamento e apoio firme

O que fazem os tubos principais e as diagonais?

Os tubos principais, chamados de banzos, ficam nas quatro arestas e carregam os esforços de flexão, enquanto as diagonais os travam entre si. O manual de usuário de treliças da Prolyte define o tubo principal como o elemento que recebe os esforços de momento e de força axial, e a diagonal como o elemento que não forma ângulo de 90 graus com ele.

Como os módulos são conectados?

Os módulos se unem por conectores nas pontas, e um sistema muito usado em treliças de evento é o cônico, em que uma peça macho entra numa fêmea e é travada por pino e trava de segurança. O sistema precisa ser o mesmo em todos os módulos, porque peças de fabricantes diferentes nem sempre são compatíveis.

Para que servem cantos, bases e sapatas?

Cantos são peças de junção que permitem montar quadros, pórticos e ângulos. Bases são chapas metálicas que apoiam as torres no piso, e sapatas distribuem essa carga sobre superfícies como gramado ou asfalto, o que muda o desenho conforme o tipo de piso.

O que significam Q15, Q25, Q30 e as outras seções do box truss?

As siglas Q15, Q25, Q30 e Q50 são designações comerciais usadas no mercado brasileiro para identificar linhas de treliça pela largura aproximada da seção em centímetros. Elas não são norma técnica: duas treliças vendidas como Q30 por fabricantes diferentes podem ter tubos, ligas e cargas distintas.

Por que a seção muda a capacidade da treliça?

Quanto maior a distância entre os tubos principais, maior a rigidez da treliça e maior o vão que ela vence com a mesma carga. Por isso seções pequenas aparecem em portais e displays, e seções maiores em grid de iluminação e painel de LED. Um módulo de Q30 com 1 metro de comprimento, por exemplo, aparece em fichas de fornecedores brasileiros com seção de 300 por 300 milímetros, mas o peso e a carga dependem do modelo.

Onde o fabricante informa a seção e a família da treliça?

Infográfico das famílias de seção de box truss, da decorativa à pesada

O fabricante organiza as linhas por família e por aplicação. A linha de treliças quadradas da Prolyte separa os modelos assim:

Família Exemplo de modelo Aplicação indicada pelo fabricante
Decorativa E20V Uso arquitetônico e decorativo
Multiuso X30V, H30V e H40V Instalação, locação e feiras
Pesada S36V, S52V e S66V Cargas altas e vãos maiores
Torre S40T, C52T e D75T Torres e elevação de estrutura

Na série H30V, a ficha informa seção de 287 por 287 milímetros, tubos principais de 48 por 3 milímetros e diagonais de 16 por 2 milímetros. A letra final indica o formato, que no caso é quadrado.

Box truss é feito de alumínio ou de aço?

O box truss de eventos é feito, na maior parte dos casos, de alumínio estrutural, e existem também modelos de aço galvanizado ou aço carbono. A escolha muda peso, transporte, tempo de montagem e capacidade, e a ficha do fabricante é a referência para comparar.

Treliça de alumínio estrutural

A treliça de alumínio usa ligas de uso estrutural. A Prolyte, por exemplo, informa a liga EN AW 6082 T6 em toda a série H30V, com módulo de 1 metro pesando 7 quilos. O peso baixo reduz o número de pessoas no manuseio e a carga própria que a estrutura acrescenta ao ponto de içamento, o que importa quando a treliça fica suspensa sobre o público.

Treliça de aço galvanizado ou carbono

A treliça de aço é mais pesada por metro e aparece em estruturas fixas e displays. Em montagem temporária, o peso extra encarece transporte e exige mais equipe, e por isso o alumínio domina o setor. A página de estruturas metálicas para eventos mostra como a escolha aparece no escopo da montagem.

Para que serve o box truss em eventos?

O box truss serve para criar pontos de sustentação onde o espaço não oferece estrutura própria, seja para pendurar equipamento, seja para emoldurar ambientes.

Uso Configuração típica Carga predominante
Iluminação de palco Grid ou pórtico sobre o palco Refletores e moving heads
Painel de LED Pórtico com treliça de suspensão Módulos de LED e processadora
Torre de PA Torres laterais ao palco Caixas de som suspensas
Portal e testeira Quadro na entrada ou no palco Lona, banner e cenografia
Cobertura Estrutura com lona sobre o palco Peso da lona e ação do vento

Iluminação e painel de LED

Na iluminação para eventos, a treliça forma o grid acima do palco, onde ficam refletores, moving heads e contraluz. A quantidade de peças define a carga, e o artigo sobre quantos refletores para iluminar um palco ajuda a estimar esse volume. No painel de LED, a treliça sustenta os módulos e precisa absorver um peso concentrado, que cresce com a área de tela.

Torres de PA, portais e testeiras

Torres laterais sustentam caixas de PA suspensas e liberam o piso do palco, enquanto portais e testeiras usam a treliça como moldura, com carga menor.

Coberturas e estruturas de palco

Na cobertura, a treliça sustenta a lona e recebe a ação do vento, ponto que a NPT 041 do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná destaca no item 7.5, sobretudo em estruturas com fechamento lateral. A decisão entre pendurar a treliça na estrutura do espaço ou montá-la apoiada no piso é tratada no artigo box truss ou ground support.

Como ler a tabela de carga de um box truss?

Diagrama de carga distribuída e carga pontual em box truss com vão e flecha

A tabela de carga informa, para cada vão entre apoios, quanto peso a treliça suporta em duas formas de aplicação: distribuída ao longo do comprimento ou concentrada em pontos. Ler a coluna errada é o erro mais comum.

Vão entre apoios Carga distribuída Carga pontual no centro Flecha com carga distribuída
6 metros 321,6 kg por metro 914,4 kg 41 mm
10 metros 122,3 kg por metro 563,2 kg 114 mm

Valores da ficha técnica da Prolyte H30V, válidos apenas para esse modelo e para as condições descritas pelo fabricante.

Carga distribuída e carga pontual

Carga distribuída é o peso espalhado de forma uniforme ao longo da treliça, como uma fileira de refletores iguais. Carga pontual é o peso concentrado num ponto, como um motor de içamento ou uma caixa de som. A tabela mostra que o mesmo modelo, no mesmo vão de 10 metros, aceita 122,3 quilos por metro distribuídos ou 563,2 quilos num único ponto central.

Vão, flecha e os limites de validade da tabela

O vão pesa mais que a seção: de 6 para 10 metros, a carga distribuída permitida cai para menos da metade. Flecha é o quanto a treliça se curva sob carga. A ficha da Prolyte informa que os valores já descontam o peso próprio, valem apenas para carga estática e para vão simples apoiado nas duas pontas, e que qualquer outro arranjo exige cálculo estrutural individual.

Que cuidados de segurança o box truss exige?

O box truss exige três cuidados permanentes: fixação secundária de cada equipamento, responsabilidade técnica formalizada e inspeção dos módulos antes de cada montagem. Os três reduzem o risco de queda de equipamento sobre o público.

Cabo de aço de segurança

Refletor preso ao box truss com grampo e cabo de aço de segurança

O cabo de aço de segurança é a fixação secundária que segura o equipamento caso o grampo principal falhe. A linha de cabos de segurança da Chauvet Professional descreve o item como a última linha de defesa em aplicação suspensa e orienta escolher cabo com carga de trabalho bem acima do peso do refletor.

Responsável técnico e ART

A NPT 041 exige, no item 7.9, que a montagem de estruturas provisórias seja acompanhada pelo responsável técnico, com Anotação de Responsabilidade Técnica. As diretrizes do Confea sobre eventos temporários incluem montagem, laudo e desmontagem entre as atividades que pedem essa formalização. Quem sobe na estrutura segue a NR-35, aplicável a atividade acima de 2 metros com risco de queda.

Inspeção antes de cada uso

O padrão ANSI E1.2, publicado pela ESTA, trata do projeto, da fabricação e do uso de treliças e torres de alumínio no entretenimento. O manual da Prolyte pede inspeção visual por pessoa competente antes de cada uso e inspeção periódica ao menos uma vez por ano. Entre os critérios de descarte estão trinca no tubo principal, diagonal deslocada mais de 3 milímetros e ovalização do furo do pino acima de 10% do diâmetro. Na rotina da Phocus, que mantém parque próprio com manutenção preventiva em mais de três décadas de montagens em Curitiba, a conferência dos módulos começa no carregamento, porque módulo reprovado no local reduz a estrutura disponível.

Perguntas frequentes sobre o que é box truss

Para que serve o box truss?

O box truss serve para criar pontos de sustentação temporários em eventos, em espaços que não oferecem estrutura própria para pendurar equipamento. Ele funciona como viga, quando vence o vão entre dois apoios, ou como torre, quando leva a carga até o piso, e por isso aparece em montagens de portes muito diferentes.

Os usos mais comuns em eventos são:

  • Grid de iluminação sobre o palco, com refletores, moving heads e contraluz.
  • Pórtico para sustentação de painel de LED e da processadora de vídeo.
  • Torres laterais para caixas de PA suspensas, liberando o piso do palco.
  • Portais, testeiras e molduras de cenografia em entradas, estandes e fundos de palco.

A mesma treliça pode cumprir funções decorativas, com carga mínima, ou funções estruturais, com carga próxima do limite do modelo. A diferença está no cálculo, que considera seção, vão, tipo de carga e forma de apoio antes de qualquer montagem, e não na aparência da peça. A página de estruturas metálicas para eventos reúne essas aplicações.

Quanto peso aguenta um box truss?

Não existe um peso único que um box truss aguenta, porque a capacidade depende do modelo, do vão entre apoios e da forma como a carga é aplicada. O valor correto está na tabela de carga do fabricante, que informa a carga permitida para cada vão em duas formas: distribuída ao longo do comprimento e concentrada em pontos.

Três fatores mudam o resultado de forma relevante:

  • O vão, porque a capacidade cai rapidamente à medida que a distância entre os apoios aumenta.
  • O tipo de carga, porque um peso concentrado num ponto é tratado de forma diferente de uma fileira de refletores iguais.
  • As condições de validade da tabela, que costumam valer só para carga estática e vão simples apoiado nas duas pontas.

Como referência de leitura, a ficha da Prolyte H30V indica 321,6 quilos por metro em vão de 6 metros e 122,3 quilos por metro em vão de 10 metros, valores que não se transferem para outra marca ou outro modelo. Arranjos com balanço, vários apoios ou carga dinâmica pedem cálculo próprio, feito em projetos técnicos.

Qual a diferença entre box truss Q15 e Q30?

A diferença entre Q15 e Q30 está na largura da seção, que no mercado brasileiro corresponde de forma aproximada ao número da sigla, em centímetros. A seção maior afasta os tubos principais, aumenta a rigidez e permite vencer vãos maiores ou sustentar mais carga com a mesma treliça.

Na prática, as linhas costumam se dividir assim:

  • Seções menores, como Q15, aparecem em portais, testeiras, displays e cenografia leve.
  • Seções intermediárias, como Q25, atendem estruturas de porte médio e iluminação de menor carga.
  • Seções maiores, como Q30 e Q50, entram em grid de iluminação, painel de LED e vãos mais longos.

Essas siglas são designações comerciais e não norma técnica. Duas treliças vendidas com a mesma sigla por fabricantes diferentes podem ter tubos, liga e carga distintos, o que torna a ficha técnica do modelo a única referência confiável para dimensionar. Trocar uma seção maior por uma menor sem refazer o cálculo é o erro que a leitura da tabela evita. O conteúdo sobre locação de palco para eventos em Curitiba mostra como a estrutura de palco entra nessa conta.

Box truss é de alumínio ou de aço?

O box truss usado em eventos é, na maior parte dos casos, de alumínio estrutural, mas também existem modelos de aço galvanizado e aço carbono. A escolha do material afeta peso, transporte, tempo de montagem e capacidade, e cada fabricante informa a liga ou o aço usado na ficha do modelo.

Cada material tem um perfil de uso:

  • O alumínio estrutural é leve, resiste à corrosão e reduz o peso próprio que a treliça acrescenta ao ponto de içamento.
  • O aço galvanizado é mais pesado por metro e aparece em estruturas fixas ou em aplicações em que o peso não limita a montagem.
  • O aço carbono sem proteção exige mais cuidado com corrosão, o que pesa em uso externo recorrente.

Em montagem temporária, o peso do material se traduz em equipe, caminhão e horas de trabalho, e é isso que explica a predominância do alumínio no setor. Em evento ao ar livre, a exposição à chuva e à umidade também entra na escolha e na rotina de inspeção. O conteúdo sobre estrutura para evento ao ar livre em Curitiba trata dessas condições.

Box truss precisa de ART e responsável técnico?

Sim, quando o box truss integra estrutura provisória de evento, a montagem precisa de responsável técnico e de documento de responsabilidade técnica. No Paraná, a norma de eventos temporários do Corpo de Bombeiros exige que a montagem de estruturas provisórias seja acompanhada pelo responsável técnico da execução, com emissão de ART.

A formalização costuma cobrir três etapas:

  • A execução ou o acompanhamento da montagem da estrutura.
  • O laudo de segurança da estrutura montada.
  • A execução ou o acompanhamento da desmontagem.

As diretrizes do Confea para eventos temporários incluem essas três atividades e acrescentam que, havendo projeto, ele também precisa ser formalizado. A mesma norma estadual pede que o organizador mantenha no local o documento de responsabilidade técnica quando houver montagem de palco ou estrutura similar para apresentação artística e sonorização. O escopo de produção técnica completa inclui responsável técnico presente durante o evento, ponto que deve constar na proposta antes da contratação.

Como é feita a montagem de um box truss?

A montagem de um box truss segue uma sequência definida pelo projeto, que começa no levantamento do local e termina na conferência da estrutura carregada. Os módulos são unidos no chão, os equipamentos são presos à treliça ainda em altura de trabalho segura, e só então o conjunto é elevado e fixado.

A sequência mais comum é:

  • Conferir planta, pé-direito, pontos de apoio e tipo de piso do local.
  • Inspecionar visualmente cada módulo, conector, pino e trava antes da união.
  • Montar a treliça no chão, fixar os equipamentos e instalar os cabos de aço de segurança.
  • Elevar o conjunto, nivelar, travar e conferir a estrutura antes de energizar o sistema.

O tempo depende do tamanho da estrutura, do acesso de carga e da janela que o espaço libera, e trabalho acima de 2 metros segue as regras de trabalho em altura. O artigo sobre visita técnica em local de evento mostra como esses dados são levantados antes da montagem.

Como levar a estrutura do evento para o projeto técnico

O box truss é uma estrutura calculada, e a capacidade de cada trecho depende da seção, do material, do vão e da forma de carga informados pelo fabricante. Com esses limites claros, a escolha da treliça deixa de ser estimativa e passa a acompanhar o que o evento vai pendurar. Para receber a proposta técnica da estrutura, envie data, cidade, tipo de evento e público estimado pela página de contato.

Entre em contato

Traga seu próximo evento
para a Phocus
Conte a data, a cidade, o tipo de evento e o público estimado. A partir disso, montamos a proposta técnica.
plugins premium WordPress

Olá! Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp